segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Pedrinho Mattar - Pianomania

  1. Piano Western - O Dólar Furado / The Good, The Bad And The Ugly
  2. Piano Chorão - Espinha de Bacalhau / André de Sapato Novo
  3. Piano Clássico - Sonho de Amor / Fantasia Improviso
  4. Piano Porteño - A Media Luz / Mano a Mano
  5. Piano Nostálgico - Maria Elena / Saudades de Matão
  6. Piano Árabe - The Sensual Chifti-Leila / Fata Morgana
  7. Piano Bossa Nova - Samba de uma nota só / O barquinho
  8. Piano Romântico - Somewhere In Time / Aline
  9. Piano Movie - Chariots Of Fire / Zorba, o Grego
  10. Piano Alemão - Wir, Wir, Wir Haben Ein Klavier / Liechtensteiner Polka
Pianomania

Pedro Mattar, conhecido como Pedrinho Mattar, (São Paulo, 20 de agosto de 1936 — Santos, 7 de fevereiro de 2007) foi um pianista brasileiro.

Sua família o chamava de Pedrinho por ser o caçula de dez irmãos. Filho de libaneses, começou com o estudo de piano muito cedo, na escola de Magdalena Tagliaferro. Frequentava com seu pai o Restaurante Trianon, casa de chá da avenida Paulista, onde se tocava piano ao vivo. Começou os seus estudos em piano clássico somente em 1962. Tocava em inferninhos (escondido do pai) com o conjunto Os anjos do Inferno, tendo como componente João Gilberto.

Em 1953 já acompanhava os festivais de música realizados na União Cultural Brasil-Estados Unidos, onde estudava. Em 1959 viajou a Las Vegas, acompanhando a cantora Leny Eversong, que, apesar de brasileira, só cantava em inglês. Em 1960 acompanhou o cantor Agostinho dos Santos em turnês pela Argentina e Uruguai.

Presença marcante na música brasileira, frequentava junto com outros músicos o João Sebastião Bar do jornalista Paulo Cotrin, no bairro da Consolação, uma usina de nomes que eram ou seriam destaque no mundo da música, como: Chico Buarque, Elis Regina, Maysa, Claudette Soares, César Camargo Mariano, Taiguara, Marisa Gata Mansa etc.

Viajou por diversas vezes com a cantora Claudette Soares, no eixo Rio-São Paulo. Em 1962 tocou para a cantora Maysa em Portugal e na Espanha. Foi responsável pela produção musical do Programa Bibi Ferreira na televisão. Excursionou pelo Brasil, acompanhado de Luís Carlos Miele e Sandra Bréa - 1976 - Caso Water-Closed e Dzi Croquettes.

Na superboate paulistana Gallery (1982), que reunia boêmios e fãs da boa música, de quem se dizia que poderiam gastar mais de dois salários mínimos numa noite, a imagem do Pedrinho Mattar era a do pianista de smoking, impecável na execução de um repertório internacional.

Era apresentador e solista do programa de televisão Pianíssimo - da Rede Vida, desde 1990.

Uma das canções que mais gostava de tocar era "As Time Goes By do filme Casablanca, música tema da abertura do seu programa Pianíssimo.

Uma de suas irmãs - Mercedes Mattar - pianista é responsável pela organização do Concurso Internacional de Piano, em São Paulo.

Um de seus irmãos, João Augusto Mattar Filho, foi um médico de destaque na área de Terapia Intensiva no Brasil, fundando a AMIB - Associação de Medicina Intensiva Brasileira e a SOPATI - Sociedade Paulista de Terapia Intensiva, do qual foi o primeiro presidente.

O flautista e saxofonista Derico e o pianista Sérgio Sciotti (que com Derico forma o Duo Sciotti) são seus sobrinhos.

O pianista Paulo Mattar é também seu sobrinho.

Curiosidades:

    * Pedrinho Mattar e seu pai freqüentavam a confeitaria e Restaurante Trianon, no Belvedere Trianon, local que, no passado, havia sido ponto de encontro de Mário de Andrade e seus amigos modernistas e onde fica atualmente o Museu de Arte de São Paulo - MASP.
    * Apresentou-se na Casa Branca para o presidente Jimmy Carter e esposa.
    * Fez uma apresentação para o povo, na escadaria externa do Teatro Municipal de São Paulo.
    * Em 1993, Pedrinho Mattar morava no edifício Baronesa de Arary, na avenida Paulista esquina com a rua Peixoto Gomide, que tinha sido condenado pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo por falta de segurança e de manutenção da rede elétrica. Pedrinho Mattar, para resgatar seu instrumento, mandou derrubar a parede da sala de visitas que dava para a av. Paulista, descendo o piano com cordas e roldanas. A operação parou, literalmente, a avenida. Mudou-se, então para sua casa no Embaré, Santos.
    * Pedrinho Mattar desenvolveu relacionamento aberto com músicos de vertentes bastante populates da cultura Brasileira. Gravações recentemente divulgadas apresentaram o pianista interpretando músicas de mestres como Gonzagão, Gonzaga e Gonzaguinha bem como sucessos mais atuais da MPB (É o Tchan, Banda Cheiro de Amor, Carlinhos Brown, dentre outros artistas). Quebra-se assim o mito da erudicidade como principal vertente dos expoentes pianistas Brasileiros contemporâneos. Músicos que dizem-se fãs de Mattar afirmam que as sonoridades e técnicas peculiares do pianista já davam indícios de uma profunda apreciação e estudo das técnicas musicas da MPB.
    * Pedrinho Mattar foi contratado para criação e execução de centenas de trilhas sonoras para comerciais televisivos de grandes empresas. Curiosamente, destacam-se produções para comerciais de empresas da área de softwares de gestão integrada (ERP, CRM, BI, etc) - principalmente grandes coporações multinacionais do setor.
    * Pedrinho Mattar mantinha, em seu último apartamento, equipamentos para astronomia amadora. Embora não tenha se dedicado profissionalmente ao estudo dos astros e do espaço, costumava fazê-lo por hobby nos últimos 10 anos. Especula-se que a paixão por este hobby tenha sido parte das influências musicais e mudanças em estilo de composição percebidas no final de sua carreira.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Um comentário:

  1. boa noite rapidshare do pedrinho mattar esta com problemas obrigado ate mais

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