domingo, 24 de janeiro de 2010

Claude Bolling Big Band and Stephane Grappelli - First Class

  1. Stéphane
  2. De partout et d'ailleurs
  3. Minor Swing
  4. Tears
  5. Just One of Those Things
  6. Blue Skies
  7. Cute
  8. do You Know What It Means to Miss New Orleans
  9. Crazy Rhythm
  10. Lush Life
  11. Moon Glow
  12. Nice Work If You Can Get It
  13. Moon Mist
  14. Lady Be Good
First Class
Desde o momento em que apareceu na França, o jazz chamou a atenção. Mais que uma simples curiosidade ou uma moda, a música afro-americana foi reconhecida como uma criação, com conteúdos estético e cultural significativos da civilização americana, enquanto no seu próprio país era percebida apenas como um divertimento. Por isso o jazz fez escola na França.

Este álbum é o encontro entre dois dos maiores músicos da chamada escola de jazz francês. Os dois são ligados à mesma corrente estilística, o jazz clássico, mas pertencem a duas gerações diferentes: Grapelli, um dos grandes mestres da primeira geração, e Bolling, símbolo do middle jazz, da segunda. Claude bolling empreende essas duas sessões de gravações com uma extraordinária bagagem: de pianista, de regente e, principalmente, de arranjador. A música de Django Reinhardt e Stéphane Grappelli alimentou sua juventude e foi fonte de inspiração de um de seus primeiros discos em 1956, uma preciosidade, onde ele, respeitando as composições originais, imprimia sua própria referência ellingtoniana.

Nas quatorze faixas deste álbum, Bolling procedeu da mesma maneira. Sua música é uma homenagem, uma moldura. É uma escritura em função e para Grapelli, aquele mesmo Grapelli que faz parte de seu museu musical imaginário. Bolling nos convida a compartilhar seu passeio neste universo encantado.

Claude Bolling

Pianista prodígio, jazzista desde menino, aos 14 anos ele já é membro da SACEM - a sociedade de autores na França. Suas influências são Fats Waller e Earl Hines. Estuda composição e harmonia. Com 16 anos rege sua primeira orquestra inteiramente composta de músicos adultos.

A partir de 1956, Claude Bolling já brilha nas várias facetas de seu talento: trilhas sonoras de cinema, TV e teatro, arranjos para os maiores "stars" da canção francesa, jazzman solo, em trio ou regendo sua própria orquestra.

A partir de 1970, depois de compor e gravar a "Sonata para 2 pianistas", com Jean-Bernard Pommier, astros famosos como Rampal, Lagoya, Maurice André, English Chamber Orchestra, encomendam-lhe obras entre o clássico e o jazz. Assim nascem as "Suítes para flauta e para violino", o "Concerto para violão", a "Picnic Suite", a "Toot Suite" e outras.

Recebe seis vezes o Grand Prix du Disque, na França. Nos EUA, a "Suíte para Flauta" fica durante 530 semanas nos primeiros lugares da revista Billboard. Em 1981, recebe o Disco de Ouro.

Stéphane Grappelli*

Nasce em 26 de janeiro de 1908. Em 1921 ganha seu primeiro violino.

Em 1931 o regente Alain Romans contrata-o para a "Croix du Sud", um cabaret de Montparnasse frequentado por Jean Cocteau, Jacques Tati, Joseph Kessel e outros grandes artistas da época. É lá que ele encontra, numa noite, o grande guitarrista cigano francês Django Reinhardt. Dois anos depois a associação dos dois artistas torna-se definitiva e logo depois nasce o famoso "Quintette du Hot Club de France".

O primeiro disco traz os lendários "Lady Be Good", "Sweet Sue", "Tiger Rag", etc...Em agosto de 1939, Stéphane Grapelli está tocando no Palladium de Londres e acaba ficando na Inglaterra durante toda a guerra. Em 1947, o famoso "Quintette" é reconstituído e continua se apresentando com êxito até 1950, quando Django se afasta progressivamente dos palcos. Stéphane resolve então partir para nova carreira.

Colabora com os maiores artistas de jazz: as orquestras de Duke Ellington e Glenn Miller, os solistas Oscar Peterson, Gary Burton, Baden Powell, Barney Kassel, Earl Hines, Teddy Wilson, Martial Solal e muitos outros.

Toca no Festival de Cambridge diante de 25.000 jovens. Grava seis discos com o grande violinista clássico Yehudi Menuhin, compõe a música do filme de Louis Malle "Milou en Mai".

Excelente pianista em suas horas vagas, universalmente reconhecido como o melhor violinista do jazz, Stéphane Grappelli ostenta com elegância suas 82 primaveras, um exemplo de classe e de longevidade musical.

(Extraído das notas originais do álbum)

*Grappelli faleceu em 1º de dezembro de 1997, em Paris.

Um comentário:

  1. Is there anyway I can get in touch with

    http://singinandswingin.blogspot.com/

    I need to let them know so I can get an invite.

    Thanks

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