domingo, 25 de abril de 2010

Victor Young e Suas Cordas Cantantes - Música para Dois

  1. Her First Corsage
  2. Never Come Sunday (focalizando Ray Turner ao piano)
  3. Rita
  4. My Time of Day (do filme "Eles e Elas")
  5. Enamorando
  6. Bright Lights
  7. I Love Your Gypsy Heart (solo de violino por Anatole Kaminsky)
  8. Latin Nocturne (focalizando Ray Turner ao piano)
  9. Take Back Your Mink (do filme "Eles e Elas")
  10. Lover's Lane (focalizando Ray Turner ao piano)
  11. Night Song (focalizando Ray Turner ao piano)
  12. Summer Clouds
Música para Dois
    A envergadura e a versatilidade artísticas - para não mencionarmos a enorme popularidade - de Victor Young é comprovada pela vasta aceitação, pelo público mundial, de várias coletâneas fonográficas dedicadas ao saudoso músico e à sua obra.

    Young destacou-se tanto como regente, quanto como compositor em long-plays Decca de grande procura, tais como "Night Music", "Hollywood Rhapsodies", "Gypsy Music", "Cinema Rhapsodies", "For Whom the Bell Tolls" e "Golden Earrings", além de "Victor Young's Musical Sketch Book", uma seleção de suas mais importantes composições.

    Como sua música, a carreira de Victor Young foi espantosamente variegada. Nasceu ele em Chicago, no ano de 1900, herdando do pai o talento. Aos quatro anos de idade, Victor já dedilhava as cordas de um violino que lhe fora dado de presente pelo avô; aos seis já tocava melodias reconhecíveis nesse mesmo instrumento. Aos dez foi mandado para Varsóvia, a fim de morar com o avô. Foi na capital polonesa que atraiu a atenção do diretor do Conservatório Imperial, e para justificar tão lisonjeiro interesse, trabalhou com afinco. Posteriormente recebeu diploma do Conservatório e foi contemplado com um violino Guarnerius, a ele doado por um banqueiro polonês.

    Após a assinatura do armistício da Primeira Guerra Mundial, Young regressou aos Estados Unidos e desposou sua namorada polonesa, na California. Começou a tornar-se conhecido em sua pátria e passado algum tempo voltou para Chicago, onde passou a reger grandes orquestras em cinemas de luxo. Por essa época já se encontrava em condições de compor e arranjar sua própria música. Interessando-se pelo movimento jazzístico daqueles dias, transformou-se num dos mais entusiasmados expoentes deste grande gênero da música americana. Galgando novos planos em sua carreira, tornou-se diretor musical para Balaban e Katz. Nessa fase do decênio 1920-1930, toda a nação cantava "Sweet Sue", de sua autoria, o que ainda faz neste ano de 1957.

    Talvez seja Victor Young mais conhecido pelas muitas partituras que compôs para Hollywood. Consta ter ele contribuído com mais de duzentos números, temas e música de fundo para as películas cinematográficas. Foi, em verdade, um dos primeiros a conceber partituras para os filmes não apenas como caracterização de imagens e situações, mas ainda como pura música - música para o prazer do ouvinte de gosto musical.

    Este novo disco coletivo ratifica a atração exercida pela música de Victor Young e suas muito apropriadamente intituladas "Cordas Cantantes". É uma música ao mesmo tempo alegre e nostálgica, ligeira e duradoura, em seus matizes tonais. Escolhidas com um gosto pelas delicadas variações, estas melodias, com o seu amálgama de reminiscência e fascínio, se destina a qualquer ouvinte.

    (Extraído das notas originais do LP)

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