segunda-feira, 6 de junho de 2011

Victor Young e Sua Orquestra - Apresenta Victor Young

  1. Alone At Last (Theme From "Something To Live For") (1953)
  2. The Wonder Of You (1956)
  3. Stringin' Along (1951)
  4. Theme For Love (1951)
  5. My Love (1951)
  6. Rita (1955)
  7. The Call Of Far-Away Hills (Theme From "Shane") (1953)
  8. Twilight Nocturne (1951)
  9. Bright Lights (1954)
  10. Wintertime Of Love (1953)
  11. Love Theme to Love You (1956)
  12. Latin Rhythm (1949)
Apresenta Victor Young
Track 1 - with Bernie Leighton, piano soloist
Track 4 - with Ray Turner, piano soloist
Track 5 - with Tommy Dorsey, trombone soloist
Track 7 - with Carl Prager, sax-alto soloist

Falecido em 1956, aos 56 anos de idade, Victor Young foi considerado, através de sua carreira de compositor, orquestrador e regente por 22 anos consecutivos, um dos campeões mundiais da música ligeira. Nascido em Chicago, EUA, estudou música durante 10 anos em Varsóvia, no Conservatório Imperial. Em 1920, ao retornar a seu país, Victor Young tentou desenvolver carreira de violinista, chegando a apresentar-se como solista com orquestras importantes, inclusive a Sinfônica de Chicago, a esse tempo dirigida por Frederick Stock.

A música popular, todavia, acabaria por atraí-lo, principalmente porque o recebeu de braços abertos, dando-lhe oportunidades de trabalho. Victor Young, decididamente, não era violinista para competir com um Heifetz ou um Mischa Elman. Quanto a isso, ele não alimentava ilusões. Mas seu talento teria lugar em outra área que não a do recitalista, e isso Victor Young compreendeu logo. Trabalhou durante algum tempo com diversas orquestras de dança (inclusive a de Ben Pollack, onde também começou Glenn Miller), até que formou a sua própria. Entrementes, já se pusera a compor e, uma das baladas de sua autoria, Sweet Sue, Just You, seria um dos maiores sucessos dos anos 20.

Em 1934, foi um dos primeiros contratados do novo selo Decca (hoje MCA), juntamente com Bing Crosby, Guy Lombardo e Mildred Bailey. À frente de uma orquestra com muitas cordas, metais e madeiras, Victor Young não só fazia a maioria dos acompanhamentos para cantores da Decca, como também gravava num estilo semelhante ao de Paul Whiteman e Nathaniel Shilkret, produzindo discos que logo chamariam a atenção pela inventividade e bom gosto.

Em 1935, Hollywood requisitou-o para fazer música de filmes. Trabalhou durante muitos anos com exclusividade para a Paramount Pictures, mas, com o correr do tempo, tornar-se-ia "free-lance", produzindo partituras para a Warner, Republic, etc. Muitas dessas partituras receberiam prêmios, destacadamente as feitas para sucessos de bilheteria como "Por Quem os Sinos Dobram", "A Volta ao Mundo em 80 Dias", "Sansão e Dalila", "Palavras ao Vento", "Um Amor em Cada Vida", "Os Brutos Também Amam" e "O Meu Maior Amor"; mas, ao lado disso tudo, Victor Young também entraria várias vezes em "paradas de sucesso", assinando, como autor, canções ainda hoje em repertório, ressaltando-se My Foolish Heart, Stella By Starlight, Love Letters e Beautiful Love.

O número de gravações que Victor Young com sua orquestra fizeram para a Decca é incontável, se somarmos as só instrumentais às de acompanhamento para cantores. Em reedições que lançamos recentemente ("Temas de Hollywood com Victor Young" e "Oscars com Victor Young"), selecionamos muitas dentre as melhores, mas, como o título dos LPs bem o demonstram, não nos preocupamos senão com o repertório, dando Victor Young como o intérprete.

Neste disco, contudo, o assunto é somente Victor Young. Reunimos algumas de suas melhores composições (não reeditadas, evidentemente, nos lançamentos anteriores) sob sua própria regência. Resultou, é lógico, um LP onde Victor Young apresenta Victor Young, disco há muito aguardado pelos apreciadores de nosso saudoso focalizado.

Há duas faixas que se colocam entre as derradeiras gravações que o músico fez, ambas realizadas em 1956: o tema do filme "O Fruto do Pecado" e a canção The Wonder Of You. Aparecem pela primeira vez em LP. Note-se, por outro lado, a presença do também saudoso Tommy Dorsey na faixa My Love, uma das melodias mais notáveis que Victor Young criou em sua carreira. Incluímos, outrossim, composições sem vinculação com o cinema, valendo observar que uma delas - Latin Rhythm - embora constitua peça independente, teve o seu "trio-central" melódico aproveitado como tema de abertura do filme "Chaga de Fogo", em 1951.

No programa deste disco, enfim, buscamos por um pouco de tudo. Há líricas peças noturnais, baladas românticas, ritmos latino-americanos, fantasias de grande brilho orquestral, ternos solos de piano, coberturas melódicas para filmes e, sobretudo, a até hoje inimitável capacidade de Victor Young para levar ao ouvinte uma linha melódica clara e precisa, usando, a seu modo, de meios orquestrais altamernte sofisticados e com equilíbrio sonoro fora do comum.

Repondo em catálogo antigas matrizes há muitos anos reclamadas de volta pelos apreciadores, esperamos, de nossa parte, ter contribuído para a preservação dessas autênticas jóias fonográficas, mantendo-as ainda intactas junto do convívio de quem realmente aprecia a boa música.

(J.L. Ferrete, das notas originais da gravação)


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...