quinta-feira, 21 de março de 2013

Eddie Barclay Grand Orchestre - Musirama

  1. Amour, castagnettes et tango (Hernando's Hideaway)
  2. La prière
  3. Je veux te dire adieu
  4. La complainte de la butte
  5. Le manège aux souvenirs
  6. Madrid, Madrid
  7. Le grisbi
  8. La samba fantastique
  9. L'étranger au paradis (Stranger in Paradise)
  10. La danse du baiser
  11. Le rififi
  12. Rien sans toi (Love for Sale)
  13. Chanson de la nuit / Rien qu'une chanson
  14. Sweet Boléro
  15. La fontaine des amours (Three Coins in the Fountain)
  16. Gelsomina
Musirama


Eddie Barclay was a French piano player turned record mogul whose flamboyant flair made him a celebrity in his homeland. Born Edouard Ruault in 1921, Barclay was a cocktail jazz pianist before founding Blue Star Records, the first of several small labels that he would oversee in the '50s. In 1960 he consolidated his labels under the Barclay name. The label rose to prominence, licensing U.S. releases and building a strong stable of French stars. Charles Aznavour, Eddy Mitchell, Henri Salvador, Frank Alamo, Nicoletta, and Jacques Brel were all Barclay recording artists. In 1979 he sold Barclay Records to PolyGram. Always a colorful and flamboyant character, he went on to some celebrity as a party host to France's biggest stars. Barclay passed away in May of 2005 at the age of 84.

(By Wade Kergan from allmusic.com)

Eddie Barclay, de seu verdadeiro nome Édouard Ruault, um dos mais importantes editores e produtores de música franceses, nasceu em Paris no dia 26 de Janeiro de 1921. Morreu em Boulogne-Billancourt, em 13 de Maio de 2005.

Filho de um empregado de café e de uma funcionária dos correios, que viriam a abrir o Café dos Correios, em frente da Gare de Lyon, Édouard detestava a escola e era um grande fã da música transmitida pela rádio, tendo uma memória fora do comum. Conseguia reproduzir ao piano, de maneira instintiva e autodidacta, as novidades de jazz que ouvia. Trabalhou no estabelecimento dos pais, tornando-se depois pianista de bar, compositor e chefe de orquestra do seu próprio grupo de jazz.

Grande amador de festas, muito carismático, organizou durante a ocupação germânica algumas festas clandestinas numa cave de Saint-Germain-des-Prés, onde a juventude vinha escutar o jazz americano. Escutavam, nas então muito populares juke-boxes, todos os discos de jazz que lhes chegavam às mãos.

Quando da Libertação, americanizou o seu nome para Eddie Barclay, criou um look à Clark Gable e fundou uma das primeiras discotecas de Paris, o Barclay’s Club, que se tornaria rapidamente num dos locais do culto de jazz e onde ele tocava com os seus amigos Boris Vian, Henri Salvador, Michel Legrand, Quincy Jones (que era então trompetista de Lionel Hampton), acompanhando com a sua orquestra Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, Dizzy Gillespie, Sacha Distel, Glenn Miller, etc. Organizava também festas para as estrelas do momento, como Édith Piaf, Charles Trenet, Charles Aznavour e Francis Blanche.

Em 1949, lançou-se na produção e edição musicais. Para o efeito, alugou um dos estúdios da Pathé Marconi para gravar os primeiros discos. Em 1954, fundou o “Jazz Magazine” e a etiqueta Barclay Records.

Entre os anos 1950 e 1980, lançou numerosos artistas, que descobria graças à sua importante rede de amigos no show business, à sua excepcional perspicácia artística e à premonição do que agradaria ao público. Dalida, Henri Salvador, Charles Aznavour, Charles Trenet, Brigitte Bardot, Jacques Brel e Juliette Gréco (quando deixaram a Philips), Léo Ferré, Frank Alamo, Françoise Hardy, Michel Sardou, Mireille Mathieu e Claude Nougaro foram alguns deles.

Um amigo americano falou-lhe, nos anos 1950, da nova invenção nova-iorquina – os discos de 45 e 33 rotações que permitiam gravar uma hora de música em vez dos 3 a 5 minutos dos 78 rotações. Partiu imediatamente para os Estados Unidos para procurar a técnica de fabrico desta invenção revolucionária, que já constava dos catálogos da Pathé Marconi desde 1951 mas que não estava ainda desenvolvida em França. Aproveitou a deslocação para assinar alguns contratos com estrelas americanas do jazz da época, como The Platters, Charlie Parker, Ray Charles e Dizzy Gillespie.

Em 1958, recrutou – para a Barclay Records – Quincy Jones como director artístico, Boris Vian como director de variedades, Raymond Lefèvre e Michel Legrand como orquestradores e Philippe Bouvard como adido de imprensa.

Em 1978, com 58 anos e um câncer na garganta, vendeu 40% da sua sociedade à Polygram (herdeira da Philips e futura Universal), ficando com 60% das quotas e sendo ainda seu presidente durante 5 anos.

Figura importante do jet set, casou-se oito vezes. Era célebre nas noites de Saint-Tropez e de Paris. Organizava festas esplendorosas, para as quais convidava figuras como Stéphane Collaro, Darry Cowl, Alain Delon, Thierry Le Luron, Johnny Hallyday e Eddy Mitchell. Em 1988, publicou a autobiografia “Que a festa continue”. Morreu em 2005, vítima de problemas cardíacos, após quase trinta anos de luta contra o câncer.

(Gabriel de Sousa, extraído do blog TopaTudo)

Um comentário:

  1. amigos do melhor blog easy and wonderful,comandados por max hedrom,nao e puxar o
    saco,mas os discofilos estao vendo uma coisa inacreditavel,em 2 dias lançaramuma orquestra
    que nao havia link em nenhum blog,que e eddie
    barclay.
    voces sao demais.parabens a equipe

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...